sobre tudo

breves, verticais, fragmentados, intertextuais, desidratados, instantâneos, banais, minimalistas, menores

servem

versam

caem…

“… poeta é quem se considera”

Não me considero, mas escrevo mesmo assim. Já aviso, nada de lirismos espasmódicos, adjetivos melosos, rimas dos verbos, já decidi algumas vezes que tudo que já tinha escrito desde os cadernos deveria ter ido mesmo pro lixo… Escrever, porém, sempre foi mais forte. Mas agora faço brevidades, e elas me refazem. Tento extrair só sumo, acho o mundo todo muito comprido, enfadonho, demais. O poema não gerundia. O mundo, sim. Desidratar as frases. A busca do haikai desperfeito. Aprendi até uns leminskis com esses defeitos. Pastiches, talvez, mas com os cantos antunes descobri a pendurar as letras, e perdê-las, e pendurá-las de novo, vocês vão ver, se cometerem o link.


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