leito
invento os dias
rio e aldeia
o tempo
tem texto
nas veias
espera
Abro lentamente este dia
que tarda, mas passa:
vício de cidade que trabalha
Abro a palavra
A mente calma alivia a memória
Atrás de mim
o céu finge eternidade
mas falha
Ardo deveras
páginas afora
Passará essa agonia?
Cofre de vontades
semblante enigma
vigia d’outro lado
espelho de vaidades escondidas
Chega disfarçada
senta na calçada da capital do país
perdida para uns
tantos cartazes
Aqui nunca serás tarde
obs.
obras
sabor
sobra
s
transito
A gravidade
empurra
a cidade
Empurra
a cidade
parada
Grave
a cidade
parada
A gravidade
pára
a cidade
A cidade
o cimento
e a vontade
Seis
horas
da tarde
Hbbs
dois olhos no gato
que o gasto da confiança
é o fracasso do contrato
- bellum omnium contra omnes -
o diabo no meio da rua
D. Quixote, um seqüestrado
sem fala
Cada
lado
calado
dedos
entre
laçados
pelos
lábios
falo
bocas
cor
ação
tudo
tudo
colado
fervit opus
serei
breve
hei
de
ex
trair
so
mente
sumo
assumo
casulos
sent
ir
asilo
para
ser lido
não
serve
o
verso
arde
luta
parte
ferve
auto
oculto
pouco
deveras
tanto
exposto
quanto
perdido
pudera
existo
o pulso
sempre
acelera
resisto
somente
isto
lavoura
palavra palavra pa
lavra palavra
pra cá pra lá
(precaria)
mente lavrada
levada ouvida
vice versada
cada pá carregada
despeso palavra
sobra soçobra
palavra demora
espera espera
nadanadanada
palavra
voga voga voga
Agora!
palavra lida
palavra alada
cometido
Sumo
mudo
escondido
habito
sombras
contra
tanto
alarido
publico
sustos
quando
preciso
demais:
estes
postais
digitais